Por Daniel Fiuza
Daniel Fiuza
Você já parou para pensar de onde vem a água que sai da sua torneira? Em Mirassol D'Oeste, ela vem de pequenos córregos, o Caetés, o Carnaíba e o Rancho Alegre, que, ano após ano, ficam mais distantes e com menos água. Nascentes da região desapareceram e muitos córregos hoje só correm em parte do ano.
Foi para enfrentar esse desafio que nasceu o projeto SEGURANÇA HÍDRICA E SAÚDE, executado pela AGERR Pantanal, consórcio regional que regula o saneamento em mais de 17 municípios de Mato Grosso, com recursos aprovados pelo Ministério Público de Mato Grosso (BAPRE ID 15.383). A proposta é montar, junto com a população e as instituições locais, um sistema permanente de monitoramento da água e da sua relação com a saúde pública.
Na prática, o projeto acompanha quanto chove, quanta água os córregos oferecem, como andam os serviços de água, esgoto e lixo, e como se comportam as doenças ligadas à água, caso da dengue, que já registrou 330 casos em um único ano no município (2021).
"A água, sua qualidade e quantidade, é o que conecta saúde e segurança hídrica. Na nossa água está a nossa vida", resume a equipe do projeto. O trabalho tem duração de dois anos e meio, começou pelo município piloto de Mirassol D'Oeste e deve se expandir para São José dos Quatro Marcos, Araputanga, Salto do Céu, Reserva do Cabaçal e outras cidades da região das nascentes do Pantanal.
Neste site, todo o material produzido, boletins mensais, mapas, estatísticas, folhetos e fotos, fica disponível gratuitamente para consulta e download.
Fonte: SAEMI, elaboração AGERR Pantanal.
Leitura cidadã: em 1983 a captação ficava a 150 metros da estação de tratamento; hoje o projeto do Caramujo busca água a 10 km. É o retrato de mananciais cada vez mais pressionados.