Por Daniel Fiuza
Em abril de 2026, uma das lagoas de estabilização da Estação de Tratamento de Esgoto (ETE) de Mirassol D'Oeste se rompeu após uma chuva muito forte, descarregando lodo no Córrego André, que passa ao lado da estação. O episódio mostra, na prática, como clima, saneamento e saúde estão ligados.
Os números ajudam a entender: em abril choveu 136,6 mm segundo a estação INMET A-961 e 128 mm segundo a estação Cananova, bem acima da média histórica do mês, que é de 97,33 mm (2013-2025). Quando chove além do que a estrutura foi projetada para suportar, o risco de acidentes como esse aumenta.
Depois de tratado, o lodo do esgoto passa a se chamar biossólido: um material higienizado, digerido e pronto para outros usos. O problema é quando ele escapa sem tratamento para um curso d'água, como ocorreu no Córrego André. Monitorar o clima e a infraestrutura é justamente o que permite antecipar e evitar episódios assim.




